O dia está frio.
A tarde está nublada.
O vento sopra impiedoso.
O cabelo cai no rosto.
Eu ando até a calçada.
Não tenho nada...
Nada além da lembrança
E a lembrança é uma semente mal regada...
Restou sobre as flores, o orvalho da madrugada
E cada gota que escorre pelas pétalas
Mais parecem lágrimas...
Mas o tempo consome todas as mágoas,
Vamos perdendo coisas ao longo da estrada
E o dia está frio.
E a tarde está nublada.
O vento move o cabelo daquela que fora amada,
Que não passa mais por esta rua
Que ficou em algum lugar da estrada.
Carlos A. Santana.
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